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Cara Senhora Anfetamina

Consegue-se lembrar que éramos amigos há uns anos atrás? Encontrávamo-nos ocasionalmente e nos divertir. Demorou anos até que eu percebi que durante esse tempo viam-se um ao outro por detrás das minhas costas. Tiveste prazer em roubar lentamente a minha alma gémea? Tiveste prazer em destruir a ternura e confiança que compartilhamos?

Em todas as ocasiões (viagens, feriados, projectos, aniversários) estavas na sombra sussurrando ordens como: “deves estar comigo e não coloca-la em primeiro lugar. Livra-te dela antes que ela descubra acerca de mim “. Ele obedeceu-te sempre. Gostava de saber se te ris-te quando me viste dançar de vestido de casamento com as minhas amigas, porque nessa altura estavas com o outro, caído inconsciente no canto?

Senti-me tão vazia.

Ficas-te entre nós, não nos deixas-te compartilhar momentos únicos desta vida: a minha gravidez; os primeiros passos dos nossos bebes.

Transformaste-te num monstro e a minha solidão transformou-se em medo. Já não eras somente a sua amante, já o possuías. Desesperada para manter os pequenos felizes e seguros, andava na ponta dos pés temendo o momento que te elevasses com malícia e ódio. Acho que gostavas do poder que tinhas em me fazer chorar.

Colocaste-me em baixo, degradaste-me para fazeres te parecer mais atraente, tentas-te roubar a minha confiança para abastecer a tua própria.

Acho que sabia quando a batalha estava perdida e agarrei nos meus filhos e corri. Não podia expô-los ao nível de violência e agressão que infringis-te ao pai deles. Uma vez que tinha ido embora eras livre para fazer o pior. Destrocaste a mente e a moral dele. Mandas-te caçar-me porque querias destruir a minha sanidade mental também.

“Eu tenho o teu homem”

Já não estavas na sombra, gritavas alto, tinhas os dentes e as garras à mostra, ele não tinha mais forças e querias a minha também, mas o dia em que o trouxeste de volta para a minha casa aconchegante e segura, ele aterrorizou os meus filhos. Liguei para a polícia.

A polícia mandou vocês embora e eu não vou mais dar te mais espaço.

Se decidires ficar com o meu marido, boa sorte, mas não vais magoar os meus filhos novamente.

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